| Cocolagem lito-erário:
um cânone metal linguístico da biodiversidade do fazer arteiro
enquanto manifesto-ação da psiquemotividade humanicômica
Por Herodes de Campos
AO ESTILO DE JOYCE
Lampeluzia. As osciloções
circumliquidas do pântano se agitavam em luminoturnos painéis.
Tremilisquei um plingo, pois lampava muito. De súbito ventral, venetéreos
querumininins me diafanaram as senso-ações mais lampuzias.
Gemilisquei, transloucido, no arquedoce fenútrio plic ploc. Refulgeciam
arcanalhas emotivações, circumlúbrigas. Remeluzi de
novo, lã pio. Mcamvcmdmvsmvwmvejfwefs,a,accc!! Que isso jásseio.
***
AO ESTILO DE GUIMARÃES ROSA
Manhã não se fez, no disquerer
do vazio. De mim muito eu mesmo já não me resguardava. Silêncio
vasto de campinas molhadas. Eu quieto, cabismundo: dor no peito que é
vontade de não querer, mas quer. Vida bicho-homem, um pouco rato
saruê. Doce lembrar os olhos dela-muito-minha. Agora, não:
tristeza de pássaro preto, quando chega a invernada. Novilho baliu
perto, muito longe. Manhã se esgotava, força de sal, mas
cheiro de cana. Eu quieto, de mim não
falado. Só. Assim. Pedra. É.
Riacho fundo que vem, nem vai. Caminhei não, pois que melhor me
correria. Fiz. Foi-me ao largo amplo gibão de couro, assim ensimesmado.
***
AO ESTILO DE JOSÉ CASTELLO
Há muito a memória do pântano
já se distanciava de mim. Caminhei a esmo por entre balaustres de
cristal etrusco, até que cheguei a um enorme castelo, que não
era outro se não o Feio e Forte Vermelho, do qual o conde de Matragão
comandara o ataque aos prussianos e turcos otomanos de Haifa, aliando-se
ao temível sheik Yer Booty, em 1500 AC. Eu sabia que ali iria encontrar
"a coisa que não era", conforme o velho índio coxo previra.
Além disso, ali eu também estava em Curitiba. Desde o século
XI, Bucareste, Medina, Haifa e Pinhalzinho são a mesma Curitiba.
Tornei-me então o que não sou: você que me lê,
e cujo nome não é Carlos, mas talvez tenha sido. Na verdade,
eu conhecia bem o conde e seu estupendo palácio, localizado em cima
de uma leiteria, em Trevisnalton Curitan, capital de Curitiba. Sei que
há ali um enorme labirinto, feito de espelhos. No centro dele há
uma biblioteca. Por seus corredores passeia um velho tigre cego. Jamais
comerei aspargos novamente.
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