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Entre o metafísico e o sem meta

Quando refletimos sobre a existência humana, uma questão essencial aparece em primeiro plano: existe um sentido (ou mais) que oriente nosso comportamento através do tempo, ou a história não passa de obra do puro acaso? A palavra, o gesto, a arte e a política seriam frutos da busca de uma ordem que transcende o grau zero da materialidade? Ou estamos entregues a um complexo jogo de probabilidades?
 

Penso nisso diante do culto à saga de Harry Potter, do cinismo do juiz Lalau, da incompetência grosseira do apagão, da mediocridade intelectual de George Bush, da crise na Argentina, do programa da Adriane Galisteu na TV e, especialmente, da derrota da seleção brasileira na Copa América para a equipe de Honduras.

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